Viantes corporativos que vão frequentemente de executiva para a América do Norte podem esperar aumento das tarifas em 2018.

Segundo a edição de 2018 do Global Business Travel Forecast, pesquisa anual da American Express divulgada nesta semana, a previsão é que passagens aéreas na classe executiva em voos de longa distância para o continente norte-americano devem ter um aumento, em média, de 3% a 5%. Até mesmo os serviços auxiliares, que em 2017 foram responsáveis por US$ 82,2 bilhões em receitas de aéreas, também devem subir - valores de taxa de bagagens, escolha de assentos e vendas de alimentos, bebidas e produtos de duty free a bordo do avião então entre eles.

Segundo o estudo, tudo leva a crer que o mercado aéreo estaria a beira de um boom de viagens de negócios no mundo todo - mas principalmente na América do Norte. Logo, o aumento da demanda corporativa seria um dos principais alavancadores dos preços.

A região MEA, que inclui África e Oriente Médio, também deve ter um aumento considerável nas passagens executivas em voos longos (entre 2% e 5%). Já a região Ásia-Pacífico deve sofrer os menores aumentos a nível mundial, com a previsão de subir, no máximo, 1,2%. Os preços na América Latina devem subir de 1,7% a 2,9%, e na Europa, de 1,2% a 3%.

"A demanda por viagens aéreas está se expandindo rapidamente; mas embora as tarifas devam crescer em todas as regiões, o excesso de capacidade em algumas rotas, a expansão agressiva das low costs e custos historicamente baixos do petróleo devem manter os aumentos de preços", contrapôs a pesquisa. "No entanto, embora sejam esperados aumentos modestos de tarifas, as companhias aéreas continuarão a gerar receitas por meio do uso expandido de taxas auxiliares, o que gerou notáveis US$ 82,2 bilhões em 2017."

BRASIL

Em uma análise país por país, o Global Business Travel Forecast descreveu o cenário brasileiro como de "recuperação", mas "ameaçado pela contínua instabilidade política", o que deve fazer com que as tarifas, embora sigam a tendência de crescer, o façam de forma "limitada".

Segundo o estudo, a "maior recessão da história" do País levou as aéreas brasileiras a uma redução significativa da capacidade, mas tal diminuição não conseguiu acompanhar a queda ainda mais drástica da demanda aérea.

"O número de passageiros teve uma recuperação, mas o excesso de capacidade continua a ser um problema. Embora 2018 deve oferecer uma melhoria bem-vinda em relação a 2017, a combinação de instabilidade política, competição feroz e o excesso de capacidade persistente deve limitar as tarifas a apenas modestos aumentos", explicou o estudo.

Assim, a previsão é que o aumento das tarifas para voos de longa distância no Brasil fique entre 0,8% e 1,5% para classe econômica. A executiva deve subir um pouco mais, entre 1,6% e 2,8%, também uma amostra do crescimento do segmento corporativo.

Tarifas para voos de curta distância devem subir de 1% a 2% em classe econômica, e entre 1,3% e 2,6% na executiva.

Fonte: Panrotas 29/01/2018

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