O novo Praetor 600 superou essa semana um recorde de distância para aeronaves super-médio, ao voar sem escalas entre São Paulo e Fort Lauderdale, na Flórida. Para a etapa a Embraer afirma que o avião transportava o peso equivalente ao de seis passageiros e bagagem.

O trajeto com quase 7.000 km foi intencionalmente mais longo, sobrevoando o espaço aéreo da Colômbia e enfrentando ventos frontais acima da média histórica da rota. O objetivo era comprovar a capacidade de longo alcance do praetor 600, que pousou no destino com as reservas de segurança de combustível exigidas pelas autoridades aeronáuticas.

Desenvolvido sobre a mesma plataforma do Legacy 500, o modelo revelado no fim do ano passado durante a NBAA-BACE, que ocorreu em Orlando e foi posicionado na categoria de jatos super-médio, como o de maior alcance do mercado, como nenhum outro na história do segmento. O projeto prevê alcance de 7.440 quilômetros em velocidade de cruzeiro de longo alcance.

Entre as principais mudanças entre o Legacy 500 e o Praetor 600, que permitiram a obtenção desse recorde, está novo winglet, que permitiu um ganho de eficiência refletido diretamente na redução do consumo de combustível. O avião também conta com dois tanques extras de de combustível e melhorias no sistema de controle dos motores, que oferece maior potência sem ampliar o consumo de combustível. As mudanças proporcionaram ainda um ganho na velocidade máxima, que passou para Mach 0,83 (1024 km/h).

Outra mudança em relação a geração anterior foi a adoção de melhorias no sistema de voo fly-by-wire, que possui sistema de redução ativa de turbulência, que gera aumento de precisão e eficiência de voos, proteção de envelope operacional e redução peso.

Atualmente o interior da cabine é um dos mais silenciosos da indústria e incorpora internet de alta velocidade em banda Ka. O Praetor 600 pode levar de oito a doze passageiros e combinar dos assentos que reclinam 180 graus, para reconfigurar a aeronave com quatro camas durante voo.

A aeronave foi recentemente certificada pela Anac e aguarda para as próximas semanas a homologação dos órgãos de segurança aeronáutica da Europa e América do Norte.

Fonte: AeroMagazine - 10/05/2019

 

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