Após o número de aeronaves entregues no segundo trimestre despencar, a Boeing anunciou nesta quinta (18) que haverá impactos nos ganhos da fabricante no período de abril a junho, que serão divulgados de forma oficial no próximo dia 24 de julho. A “bola de neve” de imbróglios por conta do B737 MAX resultará numa redução de receita de cerca de US$ 5,6 bilhões. Os encargos da companhia chegarão a US$ 4,9 bilhões no 2T19.

A Boeing informou que continua trabalhando com as autoridades de aviação de todo o mundo para assegurar a retomada dos serviços do B737 MAX. Por ser obrigada a justificar suas ações durante o anúncio dos resultados financeiros, a companhia assumiu que a aprovação de toda a regulamentação necessária para retomar os serviços do MAX só deve acontecer mesmo no começo do último trimestre de 2019, a partir de outubro.

A fabricante norte-americana estima ainda um custo adicional de produção de US$ 1,7 bilhão no trimestre por conta, justamente, do período de menor taxa de produção de B737s ter durado mais do que o previsto. Ainda de acordo com a Boeing, o aumento dos custos irá reduzir as margens do programa do B737 neste e nos próximos trimestres. Para 2020, a ideia é voltar ao ritmo normal e passar de 42 unidades para 57 produzidas no mês

“Continuamos focados NA retomada com segurança Do serviço do B737 MAX”, disse o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg. “Este é um momento decisivo. Nada é mais importante para nós do que a segurança das tripulações e passageiros que voam em nossos aviões. A paralisação do MAX traz ventos contrários significativos e o impacto financeiro reconhecido neste trimestre reflete os desafios atuais e ajuda a abordar riscos financeiros futuros”, diz.

Fonte: Mercados & Eventos 18/07/2019

  : aviacao-comercial, internacional