O Aeroporto Internacional de Salvador está em novas mãos. Desde a última segunda-feira (2), o grupo francês Vinci Airports assumiu a direção do terminal soteropolitano. No entanto, a reparação dos problemas identificados por turistas e moradores não será fácil - fontes ligadas à empresa afirmam que a situação do aeroporto surpreendeu os executivos, que vão ter mais trabalho do que esperavam.

As primeiras mudanças que serão realizadas pela Vinci, segundo nota emitida pela assessoria, serão a instalação de Wi-Fi de alta velocidade, melhorias nos banheiros, no sistema de ar-condicionado e na sinalização.

“Nossa equipe está mobilizada para oferecer a melhor experiência possível aos passageiros em sua jornada pelo aeroporto. E esperamos que esta experiência melhore ao longo do tempo, com a entrega das obras”, afirmou o grupo, em comunicado.

A Infraero se pronunciou por meio das redes sociais, afirmando que encerra uma história de sucesso nos aeroportos de Salvador e Florianópolis, que também passou para a iniciativa privada.

“Agradecemos à comunidade catarinense e baiana pelo convívio e a cada empregado que ali dedicou seus melhores anos de trabalho. Reafirmamos nosso papel estratégico de fomentar a aviação e fazer crescer o modal aéreo no país”, afirma a empresa.

Estrutura

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Claudio Tinoco, afirma que o aeroporto precisa de investimentos para ampliar o número de voos nacionais e internacionais e o fluxo de visitantes para a capital e todo o estado.

“Exigimos providências emergenciais e definitivas para os problemas básicos de infraestrutura e serviços que contribuíram para a degradação do principal portão de entrada da nossa capital”, afirmou o secretário, destacando que acredita na “capacidade comercial e operacional da Vinci”.

O titular da Secretaria do Turismo do estado (Setur), José Alves, diz a expectativa em relação à nova administração do aeroporto é positiva.

“Desde que eles ganharam a licitação, nós procuramos a Vinci não apenas para acompanhar e dividir as ações no aeroporto mas também para cobrar as ações prometidas. Será um sucesso”, afirma o secretário da Setur.

A longo prazo, a empresa pretende também realizar alterações estruturais, como obras nas duas pistas existentes e na área de abastecimento das aeronaves, além da renovação do terminal de passageiros.

José Alves afirma que há expectativa de resolução de algumas demandas em curto prazo, como limpeza de banheiro e do saguão e funcionamento de elevadores e escadas-rolantes. “Até meados de 2019 teremos mudanças mais radicais, como ampliação de saguão, ampliação de portões de embarque - a previsão é sair de 12 e chegar a 22 gates”, ele antecipa.

A empresa afirma na nota que atuará “com foco na melhoria da qualidade de serviços, geração de tráfego aéreo e estímulo de atividades não relacionadas à aviação, desenvolvendo também as áreas comerciais no terminal”.

Mais mal avaliado pelos usuários

Em outubro do ano passado, uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República mostrou o aeroporto da capital baiana o pior do país. O estudo ouviu 13.649 usuários, no embarque e desembarque, dos 15 principais aeroportos do Brasil nos meses de julho, agosto e setembro de 2017.

O Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães ficou com nota 3,95, em uma escala que vai de 1 a 5 - único que ficou abaixo da meta estipulada pela Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero). O aeroporto mais bem avaliado foi o de Viracopos, com nota 4,78.

Fonte: Correio 04/01/2018

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