O volume e a frequência com que são anunciadas novas ordens de compras de aeronaves mostram uma aviação em plena e constante expansão. O conteúdo desses acordos, no entanto, pode abrir margem para o debate sobre os rumos da aviação e como os equipamentos operados terão papel relevante ao longo deste processo.

Recentemente, a Indigo Partners fechou um pedido de compra de 430 aeronaves A320. Um acordo recorde na história da Airbus, que vai render US$ 49,5 bilhões aos cofres da fabricante europeia. Fato a ser comemorado, evidentemente, mas que mascara a preferência das companhias aéreas por modelos narrow-body em detrimento dos wide-body e jumbos.

Em uma aviação tomada pela preocupação com custos e rentabilidade de seus assentos disponíveis em voo, acrescida de um consumidor sedento por preços cada vez mais baixos, a maneira de melhor monetizar com as operações ainda não foi encontrada.

Vanguarda de uma revolução na aviação, as low cost aparentam ditar o ritmo do processo, com uma operação regionalmente forte e majoritariamente baseada em aeronaves que dificilmente passam os 200 assentos.

Os aviões de grande porte nunca deixarão de perder importância dentro da indústria, seja pela demanda pelo transporte intercontinental de passageiros ou de cargas. O questionamento que surge diante de tantos investimentos em aeronaves menores se dá em relação aos custos de operação e consequente perda de relevância de jumbos e similares.

Fonte: Skift 31/12/2017

Texto: Panrotas 03/01/2018

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